sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Camaradagem





A tarde estava quente com pouco sol e um pouco abafada. Era uma tarde típica dos dias quentes de Outono. Nada melhor que festejar o final do dia a passear na praia.
A beira mar alongava-se até onde a bruma permitia ver, salpicada por barcos que voltavam da pesca. Olhados de longe, não eram mais que pontos esborratados de contorno irregular. Vistos de perto e com atenção, cada barco era um cosmos.
A casca de noz encalhava na areia rebocado e sob a vista e controlo de vários homens, um conduzindo o tractor, outros com os pés nus na areia, outros com eles mergulhados na água salgada, outros ainda dentro da embarcação.
Os mais adiantados descarregavam o pescado aprisionado nas redes. Noutros, o peixe já era dividido por espécies. Finalmente, junto de alguns pesqueiros o peixe era vendido a quem se dirigira ali para esse efeito ou a algum dos poucos indivíduos que ainda passeavam como se estivessem no Verão.
O peixe comprimido entre as redes que eram arrastadas na areia pelo tractor quase era esmagado. Quase não, alguns morriam triturados naquele aperto de milhares de peixes, uns empurrados contra os outros, contra a areia e contra as redes. À medida que a rede era puxada para fora de água, os peixes saltavam num espectáculo cheio de movimento, numa bela pincelada da natureza e da vida que corre em contínuo, numa angústia de quem morre sufocado, como se alguém estivesse a afogar-se ou tivesse sido enforcado. A pesca do peixe que morre para que as pessoas se alimentem, como morrem os peixes para que outros peixes, aves ou insolitamente ursos se alimentem.
Nesta azáfama em torno de cada barco, desempenham papel importante as gaivotas que cobrem o areal e o céu, atraídas pela presença do peixe que apanhado das redes lhes requer menos exercício que pescado por elas próprias. São umas verdadeiras preguiçosas. Mais que isso, são ladras. Lutam para roubar o peixe das redes, das mãos dos pescadores, dos tabuleiros onde já estão separados por espécies ou mesmo do saco dos fregueses que os acabaram de comprar.
Na multidão de aves, descubro uma aleijada. Nalgum choque provocado por voo mal orientado ou nalguma luta com as suas semelhantes quebrou o osso da asa esquerda, de modo que a asa ficou pendurada até ao chão. A gaivota não voa, apenas anda arrastando ao seu lado a asa partida.
Morrerá em breve, bem sei, pois não conseguirá alimentar-se. Ainda que pudesse alcançar algum resto de peixe, a luta dentro do bando é feroz. De cada vez que alguma das aves é bem sucedida a apanhar um pedaço de peixe, logo várias outras lutam para lhe roubar o alimento do bico. São animais que parecem não conhecer nada sobre o amor, digo o amor verdadeiro, o amor cristão, o amor que aporta vida e alegria para todos.
No grupo destaca-se uma gaivota que ataca a aleijada. Bica-a, a ofendida defende-se, ela foge e volta a bicar. Outras atacam também o indivíduo deformado, frágil, indefeso, incapaz de defender o seu estatuto. Matam-na à bicada.
Quantas vezes somos gaivotas insanas!
No trabalho, as relações de camaradagem dão lugares à luta pelo sucesso e só este interessa. Quem não consegue ser o primeiro é inevitavelmente uma desgraça familiar, social, uma amigo indesejável. Contra o ostracismo, pela garantia de ganho do mínimo indispensável para viver, pelo vitória que dá acesso a poder e conforto, a luta sobrepõe-se sempre à camaradagem, entre os humanos.
No desporto encontramos casos de camaradagem, mas são tão escassos que a imprensa quase não os encontra – talvez nem os procure. A dopagem e a agressão a companheiros e adversários têm muito mais valor que a camaradagem.
Até na política, a palavra camarada foi aproveitada para designar uma relação de solidariedade. Infelizmente, o seu uso acabou por designar coisa bem diferente, tantas vezes o que está disposto a colaborar para fazer mal ou prejudicar terceiros.
De tal modo a disputa pelo sucesso e pela primazia estão instaladas na Humanidade, desde o seu alvor, que os pais ensinam e preparam os filhos para a luta com os colegas, desde a primeira infância. A um tempo em que a traição aos colegas ou sócios se fazia silenciosa e discretamente, vivemos dias em que a vergonha deu lugar ao regozijo e à celebração da vitória, tantas vezes desonesta, sobre os pares na comunidade em que se vive.
Afinal, não somos mais que gaivotas a abater a vizinha mais fraca.
Que Deus nos perdoe ou nos dê forças para nos comportarmos como pessoas, quando tratamos com outras pessoas.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

LITURGIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES 4



2016-10-30
DOMINGO XXXI DO TEMPO COMUM
Verde –Semana III do Saltério

LEITURA I Sab 11, 22 – 12, 2 

Leitura do Livro da Sabedoria
 
Diante de Vós, Senhor, o mundo inteiro é como um grão de areia na balança, como a gota de orvalho que de manhã cai sobre a terra. De todos Vos compadeceis, porque sois omnipotente, e não olhais para os seus pecados, para que se arrependam. Vós amais tudo o que existe e não odiais nada do que fizestes; porque, se odiásseis alguma coisa, não a teríeis criado. E como poderia subsistir, se Vós não a quisésseis? Como poderia durar, se não a tivésseis chamado à existência? Mas a todos perdoais, porque tudo é vosso, Senhor, que amais a vida. O vosso espírito incorruptível está em todas as coisas. Por isso castigais brandamente aqueles que caem e advertis os que pecam, recordando-lhes os seus pecados, para que se afastem do mal e acreditem em Vós, Senhor.
 
Palavra do Senhor.
 

SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 1-2.8-9.10-11.13cd-14 (R. cf. 1)
 

Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,
 
e bendizer o vosso nome para sempre.
 
Quero bendizer-Vos, dia após dia,
 
e louvar o vosso nome para sempre. Refrão
 

O Senhor é clemente e compassivo,
 
paciente e cheio de bondade.
 
O Senhor é bom para com todos
 
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas. Refrão
 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas
 
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
 
Proclamem a glória do vosso reino
 
e anunciem os vossos feitos gloriosos. Refrão
 

O Senhor é fiel à sua palavra
 
e perfeito em todas as suas obras.
 
O Senhor ampara os que vacilam
 
e levanta todos os oprimidos. Refrão
 

LEITURA II 2 Tes 1, 11 – 2, 2
 

Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo
 
aos Tessalonicenses
 
Irmãos: Oramos continuamente por vós, para que Deus vos considere dignos do seu chamamento e, pelo seu poder, se realizem todos os vossos bons propósitos e se confirme o trabalho da vossa fé. Assim o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado em vós, e vós n’Ele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. Nós vos pedimos, irmãos, a propósito da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo e do nosso encontro com Ele: Não vos deixeis abalar facilmente nem alarmar por qualquer manifestação profética, por palavras ou por cartas, que se digam vir de nós, pretendendo que o dia do Senhor está iminente.
 
Palavra do Senhor.
 

EVANGELHO Lc 19, 1-10
 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
 
Naquele tempo, Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade. Vivia ali um homem rico chamado Zaqueu, que era chefe de publicanos. Procurava ver quem era Jesus, mas, devido à multidão, não podia vê-l’O, porque era de pequena estatura. Então correu mais à frente e subiu a um sicómoro, para ver Jesus, que havia de passar por ali. Quando Jesus chegou ao local, olhou para cima e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria. Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa dum pecador». Entretanto, Zaqueu apresentou-se ao Senhor, dizendo: «Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». Disse-lhe Jesus: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão. Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido».
 
Palavra da salvação.

LEITURA I



Diante de Vós, Senhor, o mundo inteiro é como um grão de areia.
Quantos grãos de areia lança uma criança de uma só vez?

Deus criou o Cosmos, o Universo, tudo o que existe. Deus também criou os sentimentos. O Amor é Deus, o ódio e a guerra são a ausência de Deus. Onde há Deus, há Amor, onde não há Amor, não está Deus.
Deus ama tudo o que existe, porque tudo o que existe foi criado por Deus. Deus também ama os pecadores, os maus, os bandidos, os assassinos. Deus recorda-lhes os seus pecados para que se emendem, peçam perdão e possam ser de novo acolhidos no colo de Deus.

SALMO
Deus é muito bom, é bondoso.
Deus ama todas as criaturas, tudo o que é criado e existe no Universo.
Todos nós, criaturas, devemos louvar cantando: O Senhor é bom!

CÂNTICO DAS CRIATURAS, composto por S. Francisco de Assis

Altíssimo, Omnipotente, Bom Senhor
Teus são o Louvor, a Glória,
a Honra e toda a Bênção.

Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as Tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão Sol,
que clareia o dia e que,
com a sua luz, nos ilumina.
Ele é belo e radiante,
com grande esplendor;
de Ti, Altíssimo, é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã Lua e pelas estrelas,
que no céu formaste, claras.
preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor.
pelo irmão vento,
pelo ar e pelas nuvens,
pelo sereno
e por todo o tempo
em que dás sustento
às Tuas criaturas.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã água, útil e humilde,
preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor,
pelo irmão fogo,
com o qual iluminas a noite.
Ele é belo e alegre,
vigoroso e forte.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela nossa irmã, a mãe terra,
que nos sustenta e governa,
produz frutos diversos,
flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor,
pelos que perdoam pelo Teu amor
e suportam as enfermidades
e tribulações.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela nossa irmã, a morte corporal,
da qual homem algum pode escapar.

Louvai todos e bendizei o meu Senhor!
Dai-Lhe graças e servi-O
com grande humildade!


LEITURA II
Superstições, maus-olhados, bruxedos…
Não acredito em bruxas, mas que as há, há!
O fim do mundo já tantas vezes anunciado por diversas seitas, mas que nunca se concretizou nas datas previstas…
Teorias científicas catastróficas
Os grandes desastres naturais: sismos, maremotos, poluição, alterações climáticas…
Legislação dos governantes que mais parece obra diabólica…
Guerras, terrorismo…
Epidemias…
A tudo isto responde São Paulo: Não vos deixeis abalar facilmente nem alarmar por qualquer manifestação profética, por palavras ou por cartas, que se digam vir de nós [Paulo], pretendendo que o dia do Senhor está iminente.

EVANGELHO
Existem sicómoros em Lisboa, de que tenhamos conhecimento, no Jardim Botânico da Ajuda, no Jardim Botânico Tropical e no Jardim Botânico na Rua da Escola Politécnica. Para quem está em localidades longe de Lisboa, fica o desafio de procurarem algum sicómoro perto de vós ou de planearem um passeio a Lisboa. Finalmente, existe a hipótese de projectar sicómoros ou imprimir para que possam ser manipuláveis.
A proclamação deste Evangelho sob um sicómoro, ou mesmo a sua encenação, uma ou outra bem planeadas, vai decerto marcar quem o escutar e gravá-lo na memória e no coração, não só pelo aspecto visual, mas como se disse pelo planeamento com que for feito e pelo ambiente e pela carga emotiva que se conseguir criar. As crianças mais novas poderão não entender profundamente a mensagem bíblica, mas poderão ficar marcadas para quando mais tarde se encontrarem perante esta leitura recordar o sicómoro e então realizarem na sua mente, para além do tal ambiente, a conversão de Zaqueu e o acolhimento de Jesus.



terça-feira, 25 de outubro de 2016

Sobre a cremação dos fiéis católicos


 A Sé Apostólica relembrou uma instrução já antiga de 50 anos acerca da cremação dos corpos defuntos e da conservação das respectivas cinzas.
O grande problema que parecia colocar-se era as pessoas pedirem a realização de exéquias católicas e, através do destino dado aos corpos, negarem os ensinamentos mais profundos da Igreja ou levarem a confusão a terceiros.
Ora, dar bom conselho é uma obra de misericórdia.
       


Instrução Ad resurgendum cum Christo
a propósito da sepultura dos defuntos
e da conservação das cinzas da cremação
1. Para ressuscitar com Cristo, é necessário morrer com Cristo, isto é, “exilarmo-nos do corpo para irmos habitar junto do Senhor” (2 Cor 5, 8). Com a Instrução Piam et constantem, de 5 de Julho de 1963, o então chamado Santo Ofício, estabeleceu que “seja fielmente conservado o costume de enterrar os cadáveres dos fiéis”, acrescentando, ainda, que a cremação não é “em si mesma contrária à religião cristã”. Mais ainda, afirmava que não devem ser negados os sacramentos e as exéquias àqueles que pediram para ser cremados, na condição de que tal escolha não seja querida “como a negação dos dogmas cristãos, ou num espírito sectário, ou ainda, por ódio contra a religião católica e à Igreja”.1 Esta mudança da disciplina eclesiástica foi consignada no Código de Direito Canónico (1983) e no Código dos Cânones da Igreja Oriental (1990).
Entretanto, a prática da cremação difundiu-se bastante em muitas Nações e, ao mesmo tempo, difundem-se, também, novas ideias contrastantes com a fé da Igreja. Depois de a seu tempo se ter ouvido a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, o Pontifício Conselho para os Textos Legislativos e numerosas Conferências Episcopais e Sinodais dos bispos das Igrejas Orientais, a Congregação para a Doutrina da Fé considerou oportuno publicar uma nova Instrução, a fim de repor as razões doutrinais e pastorais da preferência a dar à sepultura dos corpos e, ao mesmo tempo, dar normas sobre o que diz respeito à conservação das cinzas no caso da cremação.
2. A ressurreição de Jesus é a verdade culminante da fé cristã, anunciada come parte fundamental do Mistério pascal desde as origens do cristianismo: “Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze” (1 Cor 15, 3-5).
Pela sua morte e ressurreição, Cristo libertou-nos do pecado e deu-nos uma vida nova: “como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivemos uma vida nova” (Rom 6, 4). Por outro lado, Cristo ressuscitado é princípio e fonte da nossa ressurreição futura: “Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram….; do mesmo modo que em Adão todos morreram, assim também em Cristo todos serão restituídos à vida” (1 Cor 15, 20-22).
Se é verdade que Cristo nos ressuscitará “no último dia”, é também verdade que, de certa forma já ressuscitámos com Cristo. De facto, pelo Baptismo, estamos imersos na morte e ressurreição de Cristo e sacramentalmente assimilados a Ele: “Sepultados com Ele no baptismo, também com Ele fostes ressuscitados pela fé que tivestes no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos” (Col 2, 12). Unidos a Cristo pelo Baptismo, participamos já, realmente, na vida de Cristo ressuscitado (cf. Ef 2, 6).
Graças a Cristo, a morte cristã tem um significado positivo. A liturgia da Igreja reza: “Para os que crêem em vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma; e, desfeita a morada deste exílio terrestre, adquirimos no céu uma habitação eterna”.2 Na morte, o espírito separa-se do corpo, mas na ressurreição Deus torna a dar vida incorruptível ao nosso corpo transformado, reunindo-o, de novo, ao nosso espírito. Também nos nossos dias a Igreja é chamada a anunciar a fé na ressurreição: “A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: acreditando nisso somos o que professamos”.3
3. Seguindo a antiga tradição cristã, a Igreja recomenda insistentemente que os corpos dos defuntos sejam sepultados no cemitério ou num lugar sagrado.4
Ao lembrar a morte, sepultura e ressurreição do Senhor, mistério à luz do qual se manifesta o sentido cristão da morte,5 a inumação é, antes de mais, a forma mais idónea para exprimir a fé e a esperança na ressurreição corporal.6
A Igreja, que como Mãe acompanhou o cristão durante a sua peregrinação terrena, oferece ao Pai, em Cristo, o filho da sua graça e entrega à terra os restos mortais na esperança de que ressuscitará para a glória.7
Enterrando os corpos dos fiéis defuntos, a Igreja confirma a fé na ressurreição da carne,8 e deseja colocar em relevo a grande dignidade do corpo humano como parte integrante da pessoa da qual o corpo condivide a história.9 Não pode, por isso, permitir comportamentos e ritos que envolvam concepções erróneas sobre a morte: seja o aniquilamento definitivo da pessoa; seja o momento da sua fusão com a Mãe natureza ou com o universo; seja como uma etapa no processo da reincarnação; seja ainda, como a libertação definitiva da “prisão” do corpo.
Por outro lado, a sepultura nos cemitérios ou noutros lugares sagrados responde adequadamente à piedade e ao respeito devido aos corpos dos fiéis defuntos, que, mediante o Baptismo, se tornaram templo do Espírito Santo e dos quais, “como instrumentos e vasos, se serviu santamente o Espírito Santo para realizar tantas boas obras”.10
O justo Tobias é elogiado pelos méritos alcançados junto de Deus por ter enterrado os mortos,11 e a Igreja considera a sepultura dos mortos como uma obra de misericórdia corporal.12
Ainda mais, a sepultura dos corpos dos fiéis defuntos nos cemitérios ou noutros lugares sagrados favorece a memória e a oração pelos defuntos da parte dos seus familiares e de toda a comunidade cristã, assim como a veneração dos mártires e dos santos.
Mediante a sepultura dos corpos nos cemitérios, nas igrejas ou em lugares específicos para tal, a tradição cristã conservou a comunhão entre os vivos e os mortos e opõe-se à tendência a esconder ou privatizar o acontecimento da morte e o significado que ela tem para os cristãos.
4. Onde por razões de tipo higiénico, económico ou social se escolhe a cremação; escolha que não deve ser contrária à vontade explícita ou razoavelmente presumível do fiel defunto, a Igreja não vê razões doutrinais para impedir tal práxis; uma vez que a cremação do cadáver não toca o espírito e não impede à omnipotência divina de ressuscitar o corpo. Por isso, tal facto, não implica uma razão objectiva que negue a doutrina cristã sobre a imortalidade da alma e da ressurreição dos corpos.13
A Igreja continua a preferir a sepultura dos corpos uma vez que assim se evidencia uma estima maior pelos defuntos; todavia, a cremação não é proibida, “a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã”.14
Na ausência de motivações contrárias à doutrina cristã, a Igreja, depois da celebração das exéquias, acompanha a escolha da cremação seguindo as respectivas indicações litúrgicas e pastorais, evitando qualquer tipo de escândalo ou de indiferentismo religioso.
5. Quaisquer que sejam as motivações legítimas que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica.
Desde o início os cristãos desejaram que os seus defuntos fossem objecto de orações e de memória por parte da comunidade cristã. Os seus túmulos tornaram-se lugares de oração, de memória e de reflexão. Os fiéis defuntos fazem parte da Igreja, que crê na comunhão “dos que peregrinam na terra, dos defuntos que estão levando a cabo a sua purificação e dos bem-aventurados do céu: formam todos uma só Igreja”.15
A conservação das cinzas num lugar sagrado pode contribuir para que não se corra o risco de afastar os defuntos da oração e da recordação dos parentes e da comunidade cristã. Por outro lado, deste modo, se evita a possibilidade de esquecimento ou falta de respeito que podem acontecer, sobretudo depois de passar a primeira geração, ou então cair em práticas inconvenientes ou supersticiosas.
6. Pelos motivos mencionados, a conservação das cinzas em casa não é consentida. Em casos de circunstâncias gravosas e excepcionais, dependendo das condições culturais de carácter local, o Ordinário, de acordo com a Conferência Episcopal ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais, poderá autorizar a conservação das cinzas em casa. As cinzas, no entanto, não podem ser dividias entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas
7. Para evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista, não seja permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar. Exclui-se, ainda a conservação das cinzas cremadas sob a forma de recordação comemorativa em peças de joalharia ou em outros objectos, tendo presente que para tal modo de proceder não podem ser adoptadas razões de ordem higiénica, social ou económica a motivar a escolha da cremação.
8. No caso do defunto ter claramente manifestado o desejo da cremação e a dispersão das mesmas na natureza por razões contrárias à fé cristã, devem ser negadas as exéquias, segundo o direito.16
O Sumo Pontífice Francisco, na Audiência concedida ao abaixo-assinado, Cardeal Prefeito, em 18 de Março de 2016, aprovou a presente Instrução, decidida na Sessão Ordinária desta Congregação em 2 de Março de 2016, e ordenou a sua publicação.
Roma, Congregação para a Doutrina da Fé, 15 de Agosto de 2016, Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria.
Gerhard Card. Müller
Prefeito
Luis F. Ladaria, S.I.
Arcebispo titular de Thibica
Secretário

Fonte: http://press.vatican.va/content/salastampa/it/bollettino/pubblico/2016/10/25/0761/01683.html#POR

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Hipocrisia do Vaticano ou Heresia de um padre?


A revista Sábado dá continuação à heresia internacional em torno do padre Krzysztof Charamsa (ou ex-padre), manifestando de novo um mau jornalismo fundamentado em sensacionalismo, hipocrisia, má-fé e ausência de valores (em especial deontológicos).
Um padre tem de estar em condições de escutar em Confissão. Nomeadamente pessoas que pecaram contra Deus, contra o próximo ou contra si mesmo em matéria de hedonismo sexual.
O papa Francisco continua a apelar para que não se explorem os fiéis financeiramente nas paróquias e noutros institutos católicos.
Este senhor admite ter pecado por ter relações sexuais fora do casamento (que mais são as relações sexuais entre dois homens?). E para ganhar algum dinheiro, ataca o Vaticano. Como o papa Francisco é provavelmente a personalidade pública mais bem aceite no mundo, ela desculpa o papa e ataca a administração vaticana, como se esta andasse desencontrada com o papa.
Falácias, mentiras, maledicência com que este senhor que se reconhece pecador por opção consciente ganha a vida e com que a revista Sábado Aqui a notícia pretende também ganhar dinheiro.
Mal ficam os fiéis e outras pessoas que são mal informadas, que escutam acusações mentirosas contra o Vaticano, que mais não são que ataques ao Papa, a Deus e à Igreja (Igreja somos todos os baptizados).
Nós católicos não queremos que um qualquer padre diga as coisas que este pretenso padre afirma aos nossos filhos ou aos nossos netos, aos nossos catequizandos, às crianças da nossa comunidade.
Quer abandonar o voto de castidade, que o faça, mas que assuma as consequências. Ele não quebrou o voto de castidade, num momento de fraqueza, seguido de arrependimento. Ele quebrou, por opção, o voto de castidade, e não foi numa relação natural com uma mulher adulta e livre e quer alterar a Doutrina da Igreja, a Bíblia, o Evangelho e os ensinamentos de Jesus. Ele quer voluntariamente contribuir para a destruição da família e enfraquecimento da Igreja Corpo de Cristo.
ALERTA CATÓLICOS!
ALERTA CRISTÃOS!
ALERTA GENTE DE BOA VONTADE!
Pela defesa das nossas crianças e do nosso futuro, ignoremos a publicidade deste padre e das revistas que ganham dinheiro colaborando em heresias contra os cristãos em geral e os católicos em particular.
O Papa Francisco é uma pessoa tolerante e conciliadora, mas não promiscua nem pactuante ou incitadora ao pecado. 
Nunca o papa nem a Igreja afirmaram que agrada a Deus que um jovem e uma jovem solteiros tenham relações sexuais, mas estes senhores não se incomodam com isso, porque aquilo que os perturba é a Igreja não dar cobertura à sua homossexualidade.
Católicos, mantenhamos-nos firmes na Fé!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Celebração de Todos-os-Santos na Catequese




Ao longo de cada ano, a Igreja celebra os momentos do Evangelho que os fiéis consideram mais importantes para a sua vida espiritual. E outros que são transportados pela tradição ao longo dos séculos. A Encarnação do Salvador e a Redenção que Ele operou na cruz, a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes, datas relacionadas com a Mãe de Deus e com os santos e beatos que a Igreja declara como tal.
No primeiro dia de Novembro, são solenemente celebradas todas as pessoas que já estão na presença de Deus a desfrutar do bem eterno. Logo no dia seguinte, e em estreita ligação, são comemorados todos os defuntos que estão já a viver na glória de Deus ou que ainda aguardam tal.
Neste dia celebramos missa a que ninguém deve faltar por três razões. Primeiro porque a Igreja declara “Dia Santo de Guarda” o 1º de Novembro. Em segundo lugar porque, ao participar na missa, os fiéis estarão implicitamente a invocar todos os santos, alguns seus antepassados, outros que talvez tenham conhecido e finalmente porque as leituras que escutamos na missa desta grande festa são muito belas e enchem-nos a alma de grandes conhecimentos acerca do Céu e da vida eterna.

São estas as leituras.

2016-11-01
TERÇA-FEIRA da semana XXXI
TODOS OS SANTOS – SOLENIDADE
Branco – Ofício da solenidade.


LEITURA I Ap 7, 2-4.9-14

Leitura do Apocalipse de São João
Eu, João, vi um Anjo que subia do Nascente,
trazendo o selo do Deus vivo. Ele clamou em alta voz aos quatro Anjos a quem foi dado o poder de causar dano à terra e ao mar: «Não causeis dano à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus».
E ouvi o número dos que foram marcados: cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. Depois disto, vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas.
Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão.
E clamavam em alta voz: «A salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro».
Todos os Anjos formavam círculo em volta do trono, dos Anciãos e dos quatro Seres Vivos. Prostraram-se diante do trono, de rosto por terra, e adoraram a Deus, dizendo: «Amen! A bênção e a glória, a sabedoria e a acção de graças,
a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amen!».
Um dos Anciãos tomou a palavra e disse-me: «Esses que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e de onde vieram?».
Eu respondi-lhe: «Meu Senhor, vós é que o sabeis».
Ele disse-me: «São os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 23 (24), 1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)

Do Senhor é a terra e o que nela existe,
o mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas.

Quem poderá subir à montanha do Senhor?
Quem habitará no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração puro,
o que não invocou o seu nome em vão.

Este será abençoado pelo Senhor
e recompensado por Deus, seu Salvador.
Esta é a geração dos que O procuram,
que procuram a face de Deus.


LEITURA II 1 Jo 3, 1-3

Leitura da Primeira Epístola de São João
Caríssimos:
Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamar filhos de Deus.
E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele. Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é. Todo aquele que tem n’Ele esta esperança purifica-se a si mesmo, para ser puro, como Ele é puro.
Palavra do Senhor.


EVANGELHO Mt 5, 1-12a

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se.
Rodearam-no os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo:
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».
Palavra da salvação.


Como podemos enriquecer esta solenidade da Igreja, realizando o ministério de catequistas, para com as crianças e adolescentes e mesmo para com as suas famílias?
Ficam algumas sugestões.

Pão por Deus


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O Pão-por-Deus é uma antiga tradição portuguesa e mais que relatar a sua história, interessa-nos tirar dela proveito para o ministério evangelizador.
Convidar as crianças (com a colaboração das suas famílias) a comparecerem em local combinado, centro de catequese, centro paroquial…, devendo cada uma levar um saco, que não precisa de ser tão cuidado como o da fotografia, mas até que pode ser, se os pais ou algum familiar quiserem caprichar.
Previamente podem ter-se distribuído cartazes ou mensagens, por qualquer meio, a informar que as crianças e adolescentes da catequese iriam pedir o Pão-por-Deus. Depois, orientados pelos catequistas, eventualmente com a colaboração dos pais ou outras pessoas, consoante as características do lugar em que residirem, é partir a bater de porta em porta e a pedir “Pão-por-Deus”. Se não for ou não tiver sido habitual este ritual nessa zona, as pessoas aprenderão e no ano seguinte estarão mais receptivas. Normalmente as pessoas dão frutos secos, rebuçados, bolos e bolachas. Costumamos ir a uma farmácia em que a doutora nos dá, muitas vezes, esferográficas publicitárias para as crianças e adolescentes e rebuçados para a tosse para os catequistas, também há quem ofereça cafezinho aos catequistas, embora estes vão essencialmente como guias e orientadores. Onde não é ainda hábito, é mais fácil começar pelos estabelecimentos comerciais, se existirem. Também há pessoas e estabelecimentos que entregam valores em dinheiro que muito úteis são, por vezes, para o fundo da catequese. Não esquecer contudo que o valor da iniciativa não é nunca a angariação de fundos, ou seja do que for, mas um meio de estabelecer ou aprofundar o contacto e a relação da igreja, da paróquia, da comunidade catequética, com a realidade local, isto é, a evangelização da comunidade, seja de modo mais directo ou mais subtil. Tanto quanto possível, à maneira de Jesus, como relata o Evangelho. Tudo o que for recebido será junto e dividido fraternalmente por todos.

Almoço de Santos

Esta é uma data tradicionalmente marcada na gastronomia portuguesa. Carne de porco, de todas as formas. Cozido à portuguesa. Carnes fritas. Enchidos. Feijoadas. Carnes grelhadas nas brasas. Talvez ainda exista a matança do porco nalgumas terras.
Com bastante antecedência devem contactar-se as famílias para combinar este almoço. Todos devem colaborar, quanto possível. Deve evitar-se que uns paguem o almoço e outros cozinhem. A catequese não vive de angariações de fundos, nem para angariações de fundos. Claro que pode estabelecer-se um valor para as pessoas pagarem, se o objectivo for pagar um passeio no final do ano. Mas um passeio em termos catequéticos: não uma viagem às Canárias ou à Terra Santa. Uma coisa em que qualquer família com menos recursos económicos possa participar e se alguma família em situação de crise, ou com menos recursos, tiver dificuldade, existe a obrigação – sim, obrigação! – de a ajudar, de modo anónimo e sem humilhação, porque a Casa de Deus tem sempre a porta aberta a todos e quando ela se fechar para alguns ou algum, talvez deixe então de ser casa de Deus.
Então, logo muito cedo, catequistas e catequizandos partem a pedir o Pão-por-Deus e famílias juntam-se e começam a preparar o almoço para todos. Os pais ficam normalmente gratos por um dia assim, em que podem ficar à vontade a conversar com os pais dos colegas dos seus filhos. Uns serão vizinhos, conhecidos, familiares ou amigos. Outros perfeitos desconhecidos. O resultado tem sido sempre fantástico. Aqueles que só participaram uma vez, anos depois ainda recordam esse dia.

O programa deste dia é feito por catequistas, de preferência catequistas com alguma experiência de vida. Os pais podem colaborar, os mais jovens também, mas tem que existir quem guie e cuide de o objectivo evangelizador se mantenha, o que nem sempre é fácil. O pároco colabore quanto possível, co-responsabilizando-se com os catequistas, mas sem tentar organizar o dia à sua imagem; deve ser subtil.

Jogos

Devem ser preparados jogos tradicionais para as crianças e adultos para se realizarem de acordo com o horário e programa que for estabelecido para este dia.

Missa

A missa, sem se dar por isso, de começo, será o local e tempo central deste dia.
Não será logo de manhã cedo para não inviabilizar o Pão-por-Deus. Deve ser a meio da manhã ou a terminar esta jornada, ao meio ou fim da tarde. E sem esquecer que deve existir o tal espaço para jogos tradicionais, torneios, ou outro, que reúna filhos, pais e catequistas.
Este ano estamos a viver o Jubileu da Misericórdia e o Evangelho é precisamente sobre as Obras de Misericórdia, que são uma sistematização que resulta das Bem-aventuranças e de outros trechos evangélicos.
A preparação da missa é feita pela catequese!
As leituras podem ser encenadas. Podem ser proclamadas em diálogo. Podem ser feitos cartazes com frases significativas ou escolhidas pelos catequizandos da Leitura I e Leitura II. Podem ser feitos cartazes com as bem-aventuranças e, ou, com as Obras de Misericórdia. Podem usar-se citações do papa Francisco acerca da Misericórdia.

Misericórdia e fraternidade

Em torno da misericórdia, do tema do Pão-por-Deus, das bem-aventuranças e da preparação que a catequese faz das crianças e dos adolescentes para a vida cristã, pode realizar-se uma recolha de fundos para algum objectivo concreto, que não sejam os próprios membros da catequese.
Pensamos em colocar alguns dias antes cestos para recolha de produtos específicos em estabelecimentos da região da paróquia e depois entregues às entidades previamente definidas, que pode ser algum centro de acolhimento de pessoas frágeis, crianças, idosos, doentes… Não para a paróquia, nem mesmo para os seus pobres, mas para entregar a alguém que seja de conhecimento público. Num tempo em que a corrupção domina os meios de comunicação social e as preocupações das pessoas, os cristãos devem dar o exemplo, sendo e parecendo pessoas de bem.




Exemplo de cestos colocados em minimercados de bairro, para recolha de bens para entregar a entidades de acolhimento de pessoas fragilizadas.